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SAMBA TRISTE
Certo entardecer me aparece no 101 da Raul Pompéia, 186, Posto 6, Copacabana, Rio de Janeiro, GB, uma figura de "sabagante valetudinário" (homem de compleição pequena), expressão que era usada carinhosamente por um imortal cujo nome não me ocorre, se referindo ao Grande Otelo. O dito personagem, que em talento era muito maior que um Golias já naquela época, se chama Baden Powell de Aquino. Segundo ele, por pouco que o primeiro nome não era Robert, para ser xará total e absoluto do lorde inglês fundador do escotismo. Acontece que papai Aquino era chefe escoteiro fanático. Badinho, dezoito anos, novinho, cheirando a tinta, que só bebia guaraná, me mostra um samba, que naquele ano de 1957 já era bossa nova. E me pede uma letra. - Que nome você deu ao samba? - Samba Triste, mas pode mudar, se quiser fazer outro tema de letra. - Não, está lindo o nome! Então trabalhamos em cima do título e acabamos o samba. Se o Baden tivesse passado antes na casa do Vinícius, a letra teria ficado melhor, tenho certeza. Mas graças a Deus ele não conhecia ainda o Vinícius, e essa música dá um trocado federal, estadual, municipal e internacional até hoje. E diz assim: Samba
Triste Samba
Triste,
Texto
extraído do livro Tirando de Letra e Música, de autoria de Billy
Blanco, Editora Record, 2001. |