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TERESA DA PRAIA - 1954 Billy
Blanco e Tom Jobim Tom e eu nos encontrávamos no estúdio da Continental, onde estava acabando de ser gravada a nossa Sinfonia do Rio de Janeiro, como foi chamada pelo povo. Participantes, todo o elenco da gravadora, a orquestra do Municipal e o nosso querido maestro Radamés Gnatalli. Entre os cantores, Lúcio Alves e Dick Farney, na ocasião os gogós fita azul do Brasil, que serão eternamente lembrados como cantores e como amigos. Pediram então ao Tom e a mim, que fizéssemos uma canção que os dois pudessem cantar juntos, para ficarem as más línguas sabendo que nunca foram inimigos, bem como demonstrar que os timbres eram diferentes e ninguém imitava ninguém. Aqui, lamento desapontar críticos, jornalistas e boateiros profissionais. A Teresa da Praia é figura absolutamente fictícia. Como o nome Teresa, mesmo não sendo brasileiro, faz parte de todas as camadas da sociedade tupiniquim, por simpático e musical que é, batizamos a música com esse nome e fomos em frente, com um tema que gerasse no princípio diálogo, pela coincidência de mulher paquerada, terminando com um acordo de pleno interesse das partes corneadas entre si. Está, assim, desfeita a rede imaginária, quase de intrigas, sobre uma Teresa gente fina, que continua pingando royalties quando o ECAD põe a mão na consciência, em vez de pô-la no nosso direito autoral. E os meninos, que levavam as moçoilas ao desmaio com um simples "boa-noite", deram o recado assim:
Texto
extraído do livro Tirando de Letra e Música, de autoria de Billy
Blanco, Editora Record, 2001. |